O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Segundo o sétimo artigo da Constituiçãoo Brasileira de 1988, todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. No entanto, essa igualdade não é evidente na sociedade brasileira, já que existe um grande preconceito relacionado às pessoas com deficiência física em competições esportivas, que sofrem por serem taxadas como fora dos padrões. Diante disso, São observados dois aspectos importantes que ferem essa igualdade: o preconceito da sociedade e a desvalorização das competições.

Em primeiro plano,  podemos destacar estigma  relacionado aos atletas com alguma deficiência, tratados como incapazes de obterem êxito no contexto das competições como as paralimpiadas,  culpa de uma massa social que se recusa a abandonar a intolerância, e que crê no esporte somente como meio de inclusão. Entende-se que esse pensamento precisa ser revertido, e consoante a isso o psiquiatra e pesquisado Augusto Cury escreveu: " As mentes são como cofres não existem mentes impenetráveis mas sim Chaves erradas" sendo assim é possível mudar esse pensamento preconceituoso de que deficientes não podem participar de disputas sérias por meio de Chaves corretas como educação,

Além disso, é notória a desvalorização das competições paraolímpicas. Visto que, uma reportagem do “Fantástico” exibida após as Paraolimpíadas do Rio em 2016,  mostra que a audiência foi menor, evidenciando mais uma vez o preconceito da sociedade que as considera como menos importantes em comparação as Olimpíadas, por falta de informação. Desse modo, nada custa mais caro que a ausência dessa informação como afirma a jornalista Valéria de Almeida, que nesse caso, vem a custar  a permanência dos atletas no esporte, que por conta da pouca audiência os patrocínios são reduzidos, dificultando o acesso do competidor a outras disputas, e mostrando o que a desvalorização é capaz de fazer.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir os desafios dos atletas paraolímpicos do Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo plano educacional brasileiro, juntamente com a mídia, promover campanhas expositivas sobre os esportes paraolímpicos e suas modalidades nas competições, por meio de palestras socioeducativas e propagandas televisivas, a fim de que esse pensamento preconceituoso seja revertido, e esses atletas tenham mais visibilidade. Trazendo de volta o direito de igualdade previsto na Constituição.