O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 12/10/2021

A atleta Rebeca Andrade, conquistou duas medalhas em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos, a brasileira vem da periferia de Guarulhos, São Paulo. Em busca por um espaço no esporte, passou por adversidades econômicas e sociais, apesar disso, conseguiu eternizar sua história nas olimpíadas e transformar sua realidade. Paralelo a isso, assim como ela outros atletas também buscam no esporte uma forma de inclusão e mudança social, mas devido à escassez de programas sociais e oportunidades, essa realidade torna-se distante. Diante dessa perspectiva, a ausência de incentivo e a omissão governamental agravam a problemática.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a escassez de investimentos como um problema. Sob esse viés, é válido destacar o caso de Darlan Romani, arremessador que ficou em quarto lugar nas Olimpíadas de 2020, durante a pandemia o esportista se preparou sem treinador, capital ou patrocínio. Nessa lógica, a falta de estímulo contribui para a carência de representatividade, além de dificultar o uso dessa atividade como inclusão social. Desse modo, sem projetos estimuladores os atletas acabam desistindo de seus sonhos e abandonam a prática, o que favorece para uma desvalorização do esporte brasileiro. Logo, é inaceitável que esse desmerecimento continue a perdurar, visto que conforme o site “CartaCapital”, o incentivo do Brasil ao esporte precisa ir além das Olimpíadas.

Ademais, é fundamental apontar a negligência governamental como impulsionador da questão. Nesse âmbito, a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, estabelece que o esporte é um direito de todos. Nesse sentido, é função do estado assegurar a universalização e ampliação desse direito, através de projetos, patrocínios e desenvolvimento de novos atletas. No entanto, com o desinteresse estatal nessa área os esportistas buscam auxílio em outros países que são referências. Dessa maneira, o esporte ao invés de incluir socialmente o indivíduo é transformado em ferramenta exclusiva, repulsora e desigual.

Dessa forma, medidas são necessárias para combater esse impasse. Para isso, cabe ao Governo, realizar um programa de incentivo ao esporte, por meio de verbas públicas, visando fornecer auxílio financeiro aos atletas, além de proporcionar espaços e equipamentos para os treinos, a fim de favorecer o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.