O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/10/2021
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos os cidadãos o acesso irrestrito às práticas desportivas. Entretanto, tal prerrogativa não tem se cumprido com ênfase na prática, e os benefícios que o esporte traz, por vezes ficam ofuscados. Sob essa ótica, a inoperância governamental no investimento de desportos, bem como os projetos sociais criados para inclusão, são fatores que precisam ser analisados para o equilíbrio da sociedade
A princípio, é fundamental ressaltar a falta de estrutura para a prática de esporte. Segundo dados do Ministério da Educação, em 2016, a cada 10 escolas, apenas 4 tinham quadras poliesportivas. Percebe-se, nesse viés, que o acesso não é universal e aqueles que não participam desses benefícios perdem os valores que o esporte proporciona. Por conseguinte, os jovens acabam procurando outras alternativas para passar tempo e muitas das vezes encontram atividades ilícitas e de prazeres imediato. Logo, é necessário investimento para que o bônus do esporte alcance a todos.
Ademais, convém salientar que muitos programas sociais têm tentado minimizar a ausência do Estado. Exemplo disso é o projeto Capoeira Adaptada, criado em 2016, por Braulio Soares, com o objetivo de levar essa prática às pessoas deficientes, e os resultados são positivos. Evidencia-se que o retorno não é financeiro, mas social, tornando pessoas melhores, com empatia, alteridade e respeito às diferenças. Dessa forma, é notório a inclusão de diferentes pessoas, com dificuldades e cultura diferentes, por meio do esporte, e se comunico entre si, convergindo para uma melhor sociedade.
Infere-se, portanto, que as práticas desportivas são de suma importância para a inclusão social e necessita de investimento para cumprir com as garantias constitucionais. Em vista disso, cabe ao governo, como instância máxima da esfera executiva, investir em políticas públicas voltadas para o esporte e construir quadras poliesportivas nas escolas e centros de treinamentos nos centros e periferias das cidades, por meio leis orçamentárias que destinam verbas para tal finalidade. Além do mais, faz-se necessário que o mesmo órgão incentive os projetos sociais já existentes, com auxílio financeiro, divulgação e influenciar a criação de novas ações, com o objetivo de garantir a inclusão dos cidadãos e trazer os benefícios não só físico, mas psíquico que os esportes proporcionam. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.