O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/10/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu Artigo 217, o dever do Estado de fomentar práticas esportivas como forma de promoção social. Entretanto, no Brasil, não há Incentivo suficiente para que o esporte possa auxiliar na inclusão social. Diante disso, a população deixa de usufruir dos inúmeros benefícios de tal prática, como o combate à desigualdade, tornando imprescindível seu desenvolvimento como um mecanismo de inclusão social.
Nesse contexto, é válido salientar que os subsídios ao esporte no Brasil são insuficientes. Sob essa ótica, pode-se citar, por exemplo, a extinção do Ministério do Esporte em 2019, pelo governo Bolsonaro, o que intensificou a falta de Investimentos nas práticas esportivas. Tal fato é evidenciado pela Bolsa Atleta, um dos maiores auxílios dos esportistas, que permanece sem reajuste desde 2010. Consequentemente, a inclusão de muitos brasileiros através dessa atividade é dificultada, tornando indispensável uma mudança do Estado para reverter esse cenário.
Outrossim, convém destacar que para a sociedade ateniense o esporte era essencial para a cidadania, pois era considerado uma ferramenta de integração do homem na vida em sociedade. Hoje, a prática esportiva, se for incentivada, é responsável por amenizar várias mazelas sociais no Brasil, como a desigualdade, diminuindo a exclusão social. O filme “Um Sonho Possível” retrata precisamente como tal atividade transforma a vida de um indivíduo, contribuindo para o desenvolvimento de valores e da cidadania. Logo, é evidente a grande importância do esporte na sociedade.
Portanto, a fim de auxiliar o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil, é necessário que o Estado, principal responsável pela integração dos indivíduos na sociedade, promova o exercício de práticas esportivas, por meio da construção de oficinas de esportes gratuitas nas periferias e nas praças. Assim, como o Artigo 217 da Carta Magna garante, o esporte será fomentado.