O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Em 1948, em Londres, o médico alemão Ludwing Guttann, mudou o cenário esportivo por meio da inclusão social de pessoas com deficiência e o criamento da paralimpíada. De maneira análoga, no Brasil, os desportos aparentam ter uma diversidade, no entanto, problemas como: a falta de apoio aos atletas novatos e a ausência de visibilidade nos Jogos Paralímpicos, precisam ser solucionados.

Sob esse viés, é válido ressaltar que muitos desportistas iniciantes possuem dificuldades para conseguirem ajuda. Nesse sentido, durante uma entrevista ao jornal Globo Esporte, Lilian - mãe da skatista Rayssa Leal - relata que no começo, em sua cidade, nenhuma empresa local ajudou a levá-la sua filha aos campeonatos, e que por isso, quase pensou em desistir dos jogos de sua menina. À vista disso, pode-se afirmar que a falta de suporte das instituições e prefeituras em atletas novatos, pode fazer com que: muitos esportistas desistam, não tenham um rendimento tão bom quanto aqueles que possuem uma estrutura, limita a inclusão e faz com que muitos jogadores compitam de maneira desigual. Sendo assim, é inaceitável que muitos órgãos importantes não cumpram com suas responsabilidades desportivas.

Ademais, a falta de visibilidade midiática dos atletas deficientes também se torna um empecilho para a adesão social. De acordo com o site Mídia Ninja, os Jogos Olimpícos de 2020, tiveram seus campeonatos transmitidos integralmente em quatro canais e com mais de oitocentos e quarenta horas de emissão, enquanto os Paralímpicos, foram emitidos em apenas um canal e com o tempo de cem horas. Diante disso, é possível dizer que o preconceito presente no cenário esportivo pode causar consequências, como: a falta de representatividade, a continuidade de pensamentos capacitistas e a limitação da diversidade. Portanto, é inadmissível que os desportistas com deficiência permaneçam sendo invisibilizados.

Dessa maneira, cabe a mídia e ao Ministério da Cidadania fazerem a inclusão esportiva de maneira mais eficiente. A televisão, por sua vez, contribuiria por meio do aumento de horas nas transmissões dos Jogos Paralímpicos, além de fazer campanhas publicitárias para incentivar a diversidade no esporte. Enquanto o Ministério, por sua hora, ajudaria por intermédio de cartilhas às prefeituras e às empresas desportivas, para instruir o modo do qual elas podem apoiar os atletas iniciantes, seja através de projetos financeiros que incentivem a diversidade local, seja com ajuda em infraestrutura para que os esportistas possam treinar.  Dessa forma, é possível fazer com que o desporte se torne uma ferramenta melhor para a adesão social.