O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 17/10/2021
Conforme a Constituição Cidadã, vigente no Brasil, é dever do Estado garantir o acesso à cultura, ao esporte e à educação. Entretanto, quando se observa o atual cenário da prática esportiva como ferramenta de inclusão social, verifica-se que, na prática, essa norma não vigora. Sob essa ótica, nota-se que essa negligência tem acentuado ainda mais a desigualdade social existente e dificultado a ascensão socioeconômica dos menos favorecidos. Assim sendo, vê-se que tanto a precarização infraestrutural, quanto a massificação midiática atrelada à monocultura esportiva impedem o problema de ser resolvido.
De início, é de suma importância destacar que o contato da criança com atividades esportivas, ainda no ambiente escolar, é primordial para incluí-la socialmente. Isso porque o colégio é um local diversificado socioculturalmente, o que pode favorecer tanto a inclusão, quanto a marginalização dos alunos. Ademais, um dos objetivos do esporte é promover a união desses indivíduos em jogos coletivos, por exemplo, fazendo com que todos se ajudem para alcançar uma finalidade. No entanto, a falta de infraestrutura dos colégios públicos, como a ausência de quadras que, segundo o MEC atinge seis em cada dez escolas, vai de encontro à inclusão social, acentuando a desigualdade existente. Dessa maneira, fica evidente que fomentar o esporte e investir em infraestrutura é fundamental para incluir os cidadãos.
Outrossim, é de homérica relevância ressaltar que a indústria esportiva midiática acentua a problemática em questão. Nesse sentido, ao optar por transmitir apenas alguns esportes, mais vendíveis, os veículos de comunicação acabam monopolizando o acesso e cerceando a curiosidade de alguns em detrimento de outros, o que desmotiva e segrega aqueles quem não se identificam com futebol, por exemplo. Além disso, é sabido que há exemplos motivadores de inclusão e ascensão social em diferentes modalidades, como os medalhista olímpicos Izaquias Queiroz, da canoagem, e a judoca Rafaela Silva, o que comprova o poder de inclusão dos diferentes esportes. Sendo assim, é crucial democratizaçar o acesso à informação e ao esporte no país, dessa forma, seremos um país de todos.
É dever do Ministerio da Educação, portanto, contribuir com a inclusão social no Brasil. Esse processo deverá ocorrer por meio da construção de quadras poliesportivas nas instituições públicas de ensino, através das aulas de educação física, que valorizem a pluraridade esportiva e interação social dos esportes coletivo, a fim de promover a inclusão social e a diminuição da desigualdade socioeconômica no país. Dessa forma, será possível ao cidadão não só ter seus direitos fundamentados, mas, principalmente, garantidos.