O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 20/10/2021
O Brasil em 2014 foi país sede da Copa do Mundo de Futebol e em 2016 sediou as Olimpíadas e Paralimpíadas, assim, foram anos de grande triunfo e ativa participação brasileira no esporte, tanto com atletas, como com torcedores. Como consequência, houve um interesse em buscar informações sobre diversas modalidades que não são tão praticadas na nação, em razão disso, a cada ano os brasileiros vem aumentando a participação em esportes e progredindo nas conquistas de medalhas. Dessa forma, é nítido como o esporte é um método de inclusão social e união, então, é preciso criar mais instituições esportivas que são acessíveis para toda população, que podem ter ou não deficiências.
Sob essa perspectiva, percebe-se que a prática de algumas modalidades é inviável para a grande parcela da população brasileira, tornando o esporte elitista. Nessa ótica, existe a prioridade de criar projetos onde há mais vulnerabilidade social e dificuldades no acesso ao esporte, tanto por falta de estrutura, quanto por impasses financeiros. Desse jeito, a Constituição da República Federativa do Brasil, garante por meio do artigo n° 217 que a prática de exercícios físicos e esportes compõem um dos direitos sociais garantidos a todos os cidadãos. Assim sendo, é notório como o esporte é capaz de transformar um indivíduo, tanto nas questões morais, como ensino à disciplina, como questões sociais, possibilitando a ascensão de classe social, por tanto, deve ser amplamente estimulado.
Outrossim, é evidente como indivíduos portadores de deficiências físicas e mentais são marginalizados na sociedade, em virtude disso, o esporte age como uma ferramenta de inclusão. Dessa maneira, o Instituto Remo meu Rumo, criado em 2013, concentra suas atividades na raia da Universidade de São Paulo (USP) e tem como objetivo viabilizar a prática do remo e da canoagem adaptada para crianças e jovens com deficiência física. Em suma, o cidadão que possui alguma limitação, pode e deve ter uma vida normal e com direito a pratica de diversos esportes que são adaptados e divididos em categorias de acordo com a necessidade, com o propósito de incluir cada vez mais.
Indispensável, portanto, a criação de medidas que deixe o esporte mais acessível e inclusivo para toda população. Para isso, é mister que o Governo, juntamente com a Secretaria da Cultura, invista na criação de instituições de esportes, a fim de incentivar jovens e encontrar futuros atletas medalhistas. Além disso, deve privilegiar esses centros em áreas de grande instabilidade social. Ademais, deve desenvolver nas mídias uma campanha para apresentar as trajetórias de vida dos atletas, visando estimular os adolescentes e adultos para as práticas esportivas e mostrar que todos podem se exercitar, independentemente de suas características físicas. Isto posto, a sociedade será mais inclusiva e incentivadora dos talentos esportivos, que destacará o Brasil em grandes competições.