O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 24/10/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos o direito fundamental ao esporte. No entanto, na prática, tal direito não se encontra efetivo de maneira sólida no Brasil, e a ausência de medidas concretas e eficazes para promover a inclusão do esporte como ferramenta social são fatores contribuientes para esse impasse. Em síntese, tal fato é resultado da desigualdade social, bem como da omissão estatal que assola a população brasileira.
Em primeira análise, é importante pontuar a disparidade social e econômica ao evidenciar a má distribuição de renda que acomete nossa sociedade. Sob essa ótica, alude-se ao pensamento do filósofo grego Aristóteles, ao evidenciar que a política deve ser articulada pelos homens a fim de alcançar o equilíbrio na sociedade. Nesse sentido, observa-se que tal teoria rompe com a lógica retratada no cotidiano, haja vista que desde o perído da antiguidade a modalidade esportiva esteve associada a uma prática notadamente segregacionista, dominada significativamente pela população elitizada. A esse respeito, nota-se que as classes sociais menos favorecidas carecem desse prestígio social, tendo em vista a ausência de acesso e suporte fincanceiro para ocuparem espaços que lhe são necessários e possibilitam, por meio deste, ascenderem socialmente.
Por conseguinte, é cabível ressaltar a negligência legislativa como fator contribuinte para essa problemática. Nessa perspectiva, segundo dados do G1, menos de 40% dos brasileiros costumam praticar algum tipo de esporte ou atividade física. Em vista disso, convém apontar sobre a carência de investimentos eficazes para incentivar os cidadãos, tendo em vista que perdura em muitas comunidades quadras e ginásios abandonados pelo poder público, necessitando de infraestuturas adequadas para inserir a população em tal modalidade. Assim, evidencia como a prática esportiva é fundamental para os cidadãos, sobretudo para aqueles que partilham de uma condição física e são compreendidos por meio dessa inserção social.
Portanto, infere-se que o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil é um tema relevante que carece de soluções. Sendo assim, cabe ao governo federal em parceria com os governos municipais construir e reformar os ginásios esportivos, como também a construção de praças que disponham de aparelhos para exercícios físicos em prol do bem estar dos cidadãos. Logo, cabe também as secretárias de esporte e lazer por intermédio das redes de ensino, promover atividades físicas de inclusão para os estudantes com o intuito de incentivá-los e, oportunizar, assim, os menos favorecidos através dessa ferramenta de integração social. Feito isso, será possível que a teoria de Aristóteles se concretize na sociedade e que o direito vigente na Constituição seja assegurado por todos os cidadaõs.