O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 27/10/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange a utilização do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que o problema persiste em razão da má influência midiática e da insuficiência governamental.

Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para debater a democratização do esporte no Brasil. De acordo com Pierre Bourdieu, “ O que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Nessa perspectiva, é possível observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta o esporte como ferramenta de inclusão, promovendo a exclusão dessa parcela da sociedade.

Além disso, há a insuficiência governamental como promotora do problema. Nesse viés, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, disserta em sua obra, “Globalização e as consequências humanas”, que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de intervenções do Estado. Dessa forma, percebe-se uma irresponsabilidade governamental, referente à execução de ações que promovam o acesso de pessoas consideradas excluídas das práticas esportivas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Educação, o qual é responsável pela educação no Brasil, deverá elaborar um programa de intercâmbio com diferentes categorias para alunos de escolas públicas, que através do fornecimento de uma bolsa de estudos, poderá aperfeiçoar por um determinado período o seu talento em algum esporte específico em diferentes instituições de ensino, por meio de jogos, competições e palestras. Assim, tal ação poderá promover a interação entre culturas e, principalmente, a inclusão social.