O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 04/11/2021

O Brasil é reconhecido mundialmente como o país do futebol, o maior campeão da história da copa do mundo. Nesse sentido, além de dar oportunidade de trabalho àqueles com menor instrução e poder aquisitivo, o país trata esse esporte como uma identidade cultural, e boa parte da economia gira ao redor dele. De maneira análoga, não só o futebol, mas todas as outras modalidades são diversas vezes “oásis no meio do deserto” para crianças e adolescentes, sendo usado como ferramenta de inclusão social. Entretanto, problemas como a falta de visibilidade dos esportes menos conhecidos e a ausência de incentivo acabam dificultando o uso desse recurso como redenção social.

Em primeira análise, pode-se perceber a baixa visibilidade de desportos menos praticados, como modalidades do atletismo ou o basquetebol. Nessa perspectiva, infere-se o caso da atual pivô da seleção brasileira de basquete feminino, Bianca Araújo, que viveu durante 6 anos de sua infância como catadora de lixo, e, por acaso, foi descoberta como uma promessa do esporte. Com isso, é possível presumir que há uma imensidão de talentos que estão escondidos entre as crianças e adolescentes do país, cenário que, com boa gestão, pode diminuir os índices de desempregados e pobreza no Brasil.

Outrossim, a falta de incentivo do Estado é um obstáculo na utilização do esporte como meio de reinserção em sociedade. Segundo a Lei do Incentivo ao Esporte (LIE), permite que renúncias fiscais sejam destinadas ao meio esportivo por todo o território nacional, porém, não é o que realmente acontece. Dessa forma, milhares de jovens com potencial ficam ser ter conhecimento ou acesso a eventos desportivos próximos a seu local de residência. Além disso, o acesso a campeonatos e eventos muitas vezes são restritos às redes de escolas, o que torna essas competições elitizadas.

Em suma, é mister que medidas sejam tomadas a fim de melhorar o quadro do esporte no Brasil. Poranto, cabe ao Ministério da Cidadania, órgão responsável pelo desenvolvimento social, prover mais eventos e torneios de livre acesso por todo o país, por meio de parcerias com a mídia para seus anúncios. Dessarte, o Ministério da Educação, encarregado da gestão educacional do país, inserir, nas escolas, melhores condições para a prática de esportes, como reformas nos ginásios e reprogramações no curso de educação física, a fim de integrar uma gama maior de desportos no meio educacional, para aumentar a probabilidade dos alunos se identificarem com alguma prática. Com essa postura, será possível usar o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil e realizar os sonhos de milhares de crianças.