O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 07/11/2021
A roma antiga, berço da civilização ocidental, tinha como característica incipiente o culto aos corpos físicos somado à uma postura militar. Durante esse período, as atividades físicas ganharam espaço na sociedade romana, vistas como um preparo para uma futura guerra, e uma forma de concretizar a cidadania clássica. Dessa perspectiva histórica para a realidade brasileira, percebe-se uma aproximação da prática esportiva ao preparo militar da roma antiga, uma vez que o exercício de esportes contribui para a inserção do indivíduo nos grupos sociais. Dessa maneira, torna-se necessário debater acerca do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil, apontando os extremos controversos dessa questão.
Em primeiro plano, vale ressaltar a importância atribuída aos esportes para o desenvolvimento social. Nesse sentido, a presença de atividades esportivas, como o futebol, garante a aproximação da coletividade local, tendo em vista que contribui para a propagação aos individuos praticantes a sensação de pertencimento à sociedade, como um atributo para escapar da margilinização ocorrida,por exemplo, nas periferias. Ademais, milhares de jovens encontram na desenvoltura esportiva um mecanismo de se sobresaírem de sua realidade, muitas vezes caóticas e violentas, além de uma ferramenta de crescimento pessoal, possibilitando a carreira profissional. Em suma, a figuração do esporte vai além da questão física, ganha espaço na discussão da atenuação das discrepancias sociais.
Outrossim, é lídimo que exista empecilho para a total desenvoltura dessas práticas físicas, tal como a omissão governamental no que tange ao estabelecimento de quadras poliesportivas. Nesse viés, a ação irresponsável do estado vislumbra a quebra do Contrato Social do filosófo Hobbes-denota-se que o Estado deve interferir nas relações que geram desordem social- haja vista que há uma desaproximação da efetividade das aplicações governamentais na manutenção e propagaçao do ideal esportivo, assim como um desvio da máxima norma constitucional do direito do acesso pleno ao esporte da Constituição Federal de 1988. Comprende-se, logo, que a superficialidade do comprometimento da máquina pública no fornecimento de aparelhos mínimos, como centros esportivos, corrobora para o afastamento dessa ferramenta social do cenário brasileiro.
Infere-se, portanto, que medidas são imprescindíveis para a atenuação da problemática que circunda o esporte e para o maximo reflexo de seus benefícios na conjuntura brasileira. Para tanto, cabe ao Ministério da Infraestrutura a efetivação da prática esportiva coletiva, mediante a destinação de verbas para revitalização de quadras debilitadas. Consequentemente, o Brasil potencializará o grau social objetivado por Hobbes, conquistando a harmonia social por meio da inclusão social pelo esporte.