O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 15/11/2021

O filme americano “Virada Radical” narra a história de Haley, que após ter problemas com a justiça, foi sentenciada a integrar um time de ginástica olímpica e se ressocializou por meio da prática. Fora da ficção, o esporte no Brasil é uma potente ferramenta de inclusão social. No entanto, encontra entraves por falta de infraestrutura e omissão governamental.

Diante desse contexto, é importante pontuar que o esporte encontra barreiras na infraestrutura. A esse respeito, a filósofa Hannah Arendt afirmou que a manutenção da estrutura pública é essencial para assegurar condições de cidadania. Todavia, é incoerente que a nação brasileira, embora seja destaque em diversas modalidades esportivas, ainda conviva com a falta de locais públicos de qualidade destinados à essa prática. Pois, essa lacuna gera a desmotivação de uma substancial parcela de atletas promissores para o país. Desse modo, enquanto o problema se mantiver, o Brasil será obrigado a lidar com a supressão do potencial de inclusão social oferecido por essa atividade.

Ademais, outro agravante é a omissão governamental. Sob esse viés, a Constituição, dispositivo jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 217, que é dever do Estado fomentar práticas desportivas. Contudo, ocorre que o direito previsto pela Carta Magna, se mostra um privilégio daqueles que possuem poder aquisitivo para arcar com os altos custos de uma carreira no esporte. Logo, não é razoável que, mesmo que almeje ser uma nação desenvolvida, o Brasil tolere a falta de investimento governamental no esporte.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o problema. Para isso, é preciso que o Ministério da Cidadania, por meio da destinação de verbas, inicie um projeto, de médio prazo, para a construção  arenas esportivas nas capitais dos estados brasileiros, com oferta de treino gratuito para jovens interessados, com a finalidade de democratizar a atividade esportiva no país. Assim é possível utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social, de forma semelhante à ficção americana.