O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/11/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura aos cidadãos o direito ao lazer e ao bem-estar coletivo. Dessa maneira, o esporte constituí-se como uma ferramenta vital para a vida dos brasileiros, visto que trata-se de um instrumento de inclusão social e auxilia na redução das desigualdades. Entretanto, barreiras ainda são encontradas na sua democratização, o que aciona, assim, medidas para a mitigação da problemática.
Sob esse viés, cabe analisar, a princípio, que as modalidades esportivas atuam como utensílio na inserção de pessoas portadoras de deficiência. Nesse contexto, de acordo com Habermas, filósofo alemão, incluir não é só trazer pra perto, mas também respeitar e crescer junto. A partir disso, as competições paralímpicas merecem destaque como o maior evento esportivo mundial que inclui indivíduos com necessidades especiais, não só físicas, como visuais e auditivas, mas também mentais. O que ocasiona o aumento da autoestima e o crescimento intelectual e físico desse grupo social. Desse modo, constata-se a vitalidade da ideia formulada por por Habermas.
Ademais, o esporte, de modo geral, também representa um meio para equiparação coletiva. Mediante à perspectiva do sociólogo francês Émile Durkeim, o fato social é uma maneira pública de agir e pensar, dotada de exterioridade e generalidade. Em virtude disso, a ascensão econômica de camadas populares, através do desempenho esportivo, como a jogadora Marta, que tem sua origem em uma família humilde do interior de Alagoas e modificou a vida financeira de seus parentes, além de conquistar grande prestígio no mundo do futebol feminino. Desse modo, tento em vista o conceito proposto por Durkheim, outros indivíduos, por recurso das diversas categorias esportivas, também podem ter suas realidades transformadas.
Destarte, ações são necessárias para que o direito contido na magna carta seja desfrutado por todos. Logo, compete ao Governo Federal, mediante parceria com o Ministério da Cidadania, promover a criação de centros esportivos em todo o país. Em que, por meio de incentivos fiscais, serão construídos institutos nos locais com pouco prestígio econômico. A fim de que crianças e adolescentes, saudáveis ou com necessidades específicas, possuam o acesso ao esporte, em todas as suas faces, e desfrutem de seus benefícios.