O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 19/11/2021
No filme “Paratodos” é relatada a trajetória e desafios de atletas paralímpicos no Brasil, mostrando o quanto é difícil enfrentar críticas acerca das aparências, além do que precisam passar para chegar a um nível de aceitação. Fora da ficção, a realidade brasileira não é diferente, visto que a sociedade, permanece com opiniões preconceituosas. Dessa forma, é perceptível que o esporte como ferramenta de inclusão social ainda é um problema que necessita de atenção, o qual é motivado pela intolerância exercida sobre as pessoas com deficiência e, também pela falta de investimentos estatais na realização de medidas públicas para a inclusão social, causando o desequilíbrio da comunidade.
Primordialmente, a discriminação associada a qualquer característica física ou mental é crime dentro do Código Penal, o que demonstra a inadmissibilidade de preconceitos na sociedade, visto que tais atos não estruturam o sistema democrático e igualitário previsto na Constituição Federal de 1988 e impulsionam processos deteriorantes sociais como: bullying e agressões psicológicas, além de aumentarem os índices de suicídio entre os jovens. De acordo com o filósofo racionalista René Descartes, o mundo dos homens é um imenso palco de espetáculos, onde tentam se impor pela intolerância, causando caos em seus meios. Dessa forma, é fundamental a implantação de formas para o combate das intolerâncias dentro do cenário brasileiro, assegurando os direitos populacionais.
Ademais, a falta de apoio governamental na criação de métodos vinculados aos esportes para a concretização de inclusão social é preocupante, uma vez que o fornecimento de políticas públicas é essencial para o surgimento de uma conjuntura brasileira mais flexível e empática. Consoante dados do ‘Segundo Tempo", uma criança que pratica esportes custa 10 vezes menos do que um presidiário, sendo perceptível que os investimentos estatais serão menores e mais eficientes para a comunidade. Além disso, conforme o filósofo italiano São Tomás de Aquino, a justiça social é a ideia de que todos somos iguais, dignos e importantes. Assim, pode-se notar que o poder público precisa viabilizar meios para a obtenção da efetiva inclusão social, sendo dever de todos tratar com respeito as diferenças.
Portanto, é necessário resolver o impasse da ineficiência do esporte como forma de inclusão social. Dessa maneira, o Ministério da Educação, órgão do governo federal do Brasil, deve instituir palestras nas escolas, por meio da contratação de educadores físicos, a fim de fornecer o conhecimento acerca da importância do esporte e de suas formas de inclusão social, para que, assim, haja a consolidação da quebra de estigmas relacionados às deficiências. Outrossim, a Receita Federal precisa investir uma parcela dos impostos nas áreas de criação de políticas públicas sociais, com a formação de eventos esportivos municipais, oferecendo visibilidade e superação. Com isso, haverá um crescimento social.