O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 19/11/2021
Em um retrato de desafios e superações, a obra filmíca “Race” relata a história do Jesse Owens, um atleta americano negro que participou dos Jogos Olímpicos de 1936, fato que, na epóca, era julgado como incomum. Semelhante às vivências do atleta, é notável, na configuração hodierna brasileira, muitas pessoas que estão à margem da sociedade encontrando nas atividades físicas uma oportunidade de superação, sendo o esporte um importante mecanismo de inclusão social no Brasil. Sob esse prisma, verifica-se a existência de uma significativa questão, trazendo diversos benefícios para aqueles que praticam esportes, porém que necessita de um maior suporte governamental.
Nessa perspectiva, é prudente salientar o valor que a prática dos esportes possui para a parcela populacional menosprezada. Segundo os dizeres do jornalista Leandro Flores, o esporte é a ferramenta de inserção social mais eficaz, pois os resultados são imediatos e as transformações são surpreendentes. Nesse viés, seguindo o raciocínio do pensador, destaca-se os efeitos que o atletismo gera na vida daqueles que o praticam, auxiliando no seu bem-estar físico e mental, transformando suas vivências e, muitas vezes, tirando-os da invisibilidade. Sob essa perspectiva, é valoroso manter constante o pleno exercício físico na vida das pessoas.
Em paralelo, apesar do impacto que o esporte gera, sobretudo para a inclusão de seres no corpo social, pouco se observa o investimento em infraestrutura e apoio por parte do aparato estatal. Em meio a isso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Karl Marx, que acredita que o Estado é passivo frente às demandas sociais. Consoante aos dizeres do pensador, é lícito elencar que os atletas brasileiros, mesmo com seus fortes potenciais, não possuem o apoio do governo para praticarem seus esportes, quadro visto no caso da atleta Rayssa Leal, que não desfrutava da ajuda dos governantes de sua cidade, enfrentando dificuldades para executar os treinos. Sendo assim, é urgente a intervenção do poder executivo para a população tupiniquim gozar da prática física.
Infere-se, portanto, a tácita necessidade de providências oportunas que transformem o quadro de inclusão social nos esportes do Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, principal promotor do bem social, investir em aparelhos de exercício e conceder espaços adequados para a prática dos atletas. Para isso, deve-se criar institutos atléticos para diversas modalidades ao redor do país, em locais acessíveis para todos e com aparelhos que supram todas as necessidades dos esportistas. Desse modo, uma prática que contribui para a inclusão do corpo social brasileiro terá uma infraestrutura adequada para a sua plenitude, evitando que mais casos como o da ‘skatista’ Rayssa Leal aconteçam no Brasil.