O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 29/04/2022
No livro “Cidadania de Papel” de Gilberto Dimenstein, diz que a constituição somente ocorre no papel, percebe-se isso no artigo 5º da Carta Magna, onde apresenta que todos são iguais perante a lei, porém não é isso que acontece realmente, onde muitos atletas com alguma incapacidade é omisso da nossa sociedade. De maneira análoga, há o esporte como uma ferramenta de inclusão. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: carência de oportunidades para mostrar as habilidades e desinteresse no investimento de atletas.
Em primeira análise, evidencia-se a escassez de oportunidade para apresentar sua competência em qualquer esporte. Sob essa ótica, segundo o portal de notícias G1 mostra que menos de 25% dos atletas que vivem nas comunidades possuem uma chance de mostrar suas capacidades. Dessa forma, é inaceitável que os obstáculos continuem a existir na sociedade, tendo em vista que a falta da inclusão social é um dos motivos para o prosseguimento do desequilíbrio social.
Além disso, é notório o desdém no investimento de qualquer atleta. Desse modo muitos para-atletas brasileiros não conseguem o investimento que precisam para competir em olimpíadas e qualquer outra competição. Como exemplo sobre essa escassez há a atleta Adriana Araújo que demorou dez anos para conseguir o dinheiro para pagar os treinos e as viagens para a competição. Logo, indiscutivelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver o déficit na inserção de pessoas com dificuldades motoras.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a inclusão social com o esporte. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Esporte, fazer o investimento em atletas deficientes e da periferia, por meio de um projeto, a fim de que amplie a quantidade de esportistas inseridos na nossa sociedade, além de expandir os empregos para os atletas. Somente assim, o Brasil poderá, de fato, mudar o seu destino positivamente.