O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 16/05/2022
Lev Semionovith Vigotski, psicólogo proponente da psicologia cultural-histórica, defende que o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio no qual está inserido, adotando um comportamento preocupante. A par desse raciocínio, quando se enxerga a inclusão social dos esportes no Brasil, nota-se que o cidadão brasileiro, imerso nesse cotidiano, tende a ser alienado pelo local, rotulando a problemática como normal e corroborando, infelizmente, com o ideal de Lev. Nesse contexto, a fim de modificar o cenário atual, é importante observar dois fatores, promover a inclusão social, bem como a saúde e bem-estar.
De início, convém ressaltar o esporte como perspectiva para a redução da desigualdade social. Nesse âmbito, inserem-se os projetos como o Segundo Tempo, o Projovem e a Central Única das Favelas, que têm como função incentivar as atividades esportivas entre crianças de baixa renda, tencionando o pontencial dos esportes na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Prova disso, é a história do jogador Neymar Júnior, natural da periferia de São Vicente, por meio da dedicação ao futebol tornou-se um dos jovens mais promissores do País. Dessa forma, nota-se que, ao somar as modalidades esportivas á dedicação e a determinação, tem-se justificado o pensamento de Nelson Mandela, de que o esporte há forças para mudar o mundo.
Em segunda instância, se por um lado as práticas esportivas funcionam como um importante meio de ascensão, por outro, o esporte corrobora o processo de inclusão de indivíduos portadores de necessidades especiais no contexto social. Nessa vertente, pesquisas do Ministério da Saúde mostram as práticas esportivas como principal maneira de inclusão de indivíduos portadores de deficiência na esfera grupal, uma vez que, essas atividades promovem a socialização, a criação de vínculos e o sentimento de pertencimento à sociedade.
Mediante o exposto, torna-se evidente a importância das modalidades esportivas como método de inclusão social. Portanto, deve-se ao Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, invista na ampliação dos projetos de inclusão, por meio da criação de centros esportivos, que estejam localizados em áreas periféricas e com profissionais qualificados.