O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 17/05/2022

Praticado por descendentes de europeus e filhos das elites brasileiras, o futebol chegou ao Brasil no início do século XX. Nesse viés, por ser realizado em requintados clubes, o esporte foi encarado por Mário de Andrade, em sua obra “Macunaíma”, como uma praga que infestava o país. Entretanto contrariando o pensamento expresso, as práticas esportivas atuam hoje no caminho oposto e promovem a inclusão social, seja por funcionarem como ferramenta de ascensão, seja por estimularem a participação de pessoas portadoras de deficiência.

Em primeiro lugar, convém ressaltar o esporte como perspectiva para a redução da desigualdade social. Nesse âmbito, inserem-se os projetos como o Segundo Tempo eo Projovem, que têm como função incentivar as atividades esportivas entre crianças de baixa renda, tendo em vista o potencial do esporte na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Dessa forma, nota-se que, ao somar as modalidades esportivas à dedicação e à determinação, tem-se justificado o pensamento de Nelson Mandela, de que o esporte tem força para mudar o mundo.

Em segunda instância, se por um lado as práticas esportivas funcionam como um importante meio de ascensão, por outro, o esporte corrobora o processo de inclusão no contexto social. Nessa vertente, dados obtidos pelo IBGE no ano de 2017 indicavam que um quinto da população brasileira era composta por deficientes físicos ou mentais. Em consonância com esse estudo, pesquisas do Ministério da Saúde mostram as práticas esportivas como principal maneira de inclusão na esfera grupal, uma vez que essas atividades promovem a socialização, a criação de vínculos e o sentimento de pertencimento à sociedade

Mediante o exposto, torna-se evidente a importância do esporte como método de inclusão social. Portanto, a fim de potencializar os resultados obtidos pela prática esportiva, é conveniente que o Governo Federal, em parceria com a iniciativa privada, invista na ampliação dos projetos de inclusão, por meio da criação de centros esportivos, como escolas de dança e futebol que contem com profissionais qualificados no ensino especial e que estejam localizados em áreas periféricas para melhor atender os mais desprovidos de renda. Quem sabe assim possamos construir uma sociedade mais igualitária e menos preconceituosa.