O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 21/05/2022
Ronaldo Fenômeno teve uma infância humilde nas periferias do rio de Janeiro até ser reconhecido no mundo do esporte e ter se tornado um famoso jogador de futebol. Nesse sentido, percebe-se a importância dos desportes como um auxílio econômico. Além disso, as atividades físicas podem ser apontadas como um incentivo para afastar adolescentes do mundo do crime e da evasão escolar.
Em primeira análise, é notório que as pessoas veem no crime um meio oportuno de se sustentarem e se ocuparem. Nesse viés, dados da Organização da Nações Unidas (ONU) apontam que onde existem programas de apoio ao esporte para jovens e crianças, há a redução anual de 30% da criminalidade. Isso ocorre porque a prática esportiva serve como instrumento de integração de pessoas e comunidades, incentivo à participação, combate às desigualdades sociais e raciais. Assim, é relevante o uso do desporte como utensílio de redução da criminalidade.
Outrossim, sabe-se que o esporte pode ser um agente influenciador dos estudos e da frequência escolar. Nesse âmbito, o Projeto de Lei 1702/11, que altera a Lei Pelé para unir, definitivamente, o esporte e a educação em benefício da cidadania. A proposta obriga atletas com menos de 18 anos, que não tenham concluído o ensino médio e que sejam vinculados a entidades esportivas profissionais ou formadoras de talentos, a estarem matriculados em instituição de ensino, pública ou particular. Assim, há o incentivo educacional nos jovens através dos desportes.
Logo, a fim de garantir a inclusão da mocidade por meio do esporte, é dever do Governo Federal em conjunto com a Secretaria de Esporte iniciar projetos que exijam um certo nível educacional dos atletas, para que haja um aumento do nível de escolaridade no país e a formação de esportistas. Ademais, também é importante a criação de planos que democratizem o acesso a didática, através de bolsas esportistas. Somente assim haverá o desenvolvimento positivo dos esportes no Brasil.