O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 24/05/2022

A cidade-estado da Grécia Antiga criou os Jogos Olímpicos como forma de valorização do esporte, e criou-se, também, estereótipos e a ideia de que este era para poucos. De modo análogo, o Brasil se assemelha a polis grega, tendo em vista a desigualdade econômica e de gênero é o principal fator da exclusão social no esporte. Deste modo, é preciso analisar os empecilhos para tornar o esporte uma ferramenta de inclusão social no país.

Em primeiro plano, é necessário refletir sobre a desigualdade econômica. Segundo o pensador chinês Confúcio, “a cultura está acima da diferença de condições sociais”; contudo, fica explícito que não deve haver restrição a nenhuma parcela da população quanto à prática de esporte. Entretanto esta não é a realidade do Brasil, tendo em vista que um atleta de classe baixa não tem as mesmas oportunidades que um de classe economicamente favorecido, já que este tem disponível mais tempo para treinos e mais recursos para investir em sua trajetória profissional. Com isto, fica nítido o caráter elitista do esporte, e expondo a ausência de uma política pública de inclusão social massiva via esportes.

Em segundo plano, é preciso analisar a participação feminina nos esportes. Segundo a Constituição Federal Brasileira, é dever do estado fomentar a participação no esporte, entretanto isto não ocorre no país. A desigualdade de gênero é um dos desafios para inclusão social, tendo em vista que a própria sociedade (que é estruturalmente patriarcal) julga as mulheres como desqualificadas para realização das competições e/ou jogos, sendo esta uma visão machista e preconceituosa. De acordo com Jéssika Cheverria, ex jogadora de futsal e árbitra, “o número de mulheres no esporte cresce, mas o preconceito não diminui”, tal afirmação sustenta a tese de que devido a sociedade patriarcal, por mais qualificada que seja a esportista, ainda sim irão julgá-la como incapaz.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar este impasse. Assim sendo, cabe ao Governo, criar políticas públicas de inclusão social nos esportes, por meio de verbas governamentais, a fim de democratizar o acesso às práticas desportivas. Tal ação pode, ainda, auxiliar no combate ás desigualdades com as mulheres e classes menos favorecidas economicamente da sociedade.