O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 26/05/2022
No filme “Coach Carter - treino para a vida”, um grupo de jovens de periferia tem a sua realidade alterada pelo esporte, conseguindo sucesso atlético e acadêmico. Ao contextualizar com o momento atual do Brasil, é possível perceber os desafios para o uso do esporte como ferramenta social de inclusão nas escolas e nas casas, contribuindo para um quadro de desigualdade e desvalorização. Dessa maneira, faz-se mister analisar as principais causas desse impasse: A negligência do governo e a má visão do atleta pela sociedade.
Nessa perspectiva, cabe analisar a falha da máquina pública como fator agravante dessa problemática. A respeito disso, pode - se observar nações como os Estados Unidos da América e a China, que possuem, como política de estado, a garantia de altos investimentos nos esportes, dessa forma, obtendo grande sucesso nos jogos olímpicos. Percebe-se que o Brasil, apesar de ser palco de grandes modalidades, não realiza ações para garantir a sua boa prática. Assim, é possível afirmar que o planejamento a longo prazo é essencial para o desenvolvimento esportivo.
Além disso, é importante pontuar que a desvalorização dos atletas pela sociedade também contribui para esse adversidade. Nessa conjuntura, pode-se citar o esteriótipo do atleta preguiçoso e descompromissado, que vigora no intelecto popular como verdade, porém, não representa essa classe de nenhuma maneira, visto que os atletas Brasileiros são símbolos de perserverança e sucesso. Dessa forma, é possivel perceber o quadro de preconceitos que permeia o corpo social brasileiro, e colabora para esse quadro de esquecimento da classe atlética.
Portanto, nota-se o quão preciso é formentar alternativas para o uso do esporte como ator social de inclusão. Assim, o ministério da educação -aparelho responsável pela manutenção da rede pública de ensino- deve fortalecer a estrutura de prática desportiva nas escolas da rede estatal. A ação será efetuada a partir do direcionamento de altas verbas federais, a fim de garantir o bom desempenho e a segurança de atletas e profissionais de educação física. Somente assim, o Brasil disputaria de igual para igual com grandes potências olímpicas.