O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 22/07/2022
Em 1995, a relação do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, com a Copa Mundial de Rúgbi se deu não só para conquistar a medalha do campeonato, como também para favorecer a união entre brancos e negros. No Brasil, entretanto, o esporte está longe de ser uma ferramenta de inclusão social, haja vista as falhas administrativas e as jogadas políticas. Desse modo, deve-se, então, analisar o problema a fim de mitigá-lo.
Diante desse cenário, um dos motivos que dificultam o papel social dos esportes é a improbidade administrativa. Nesse sentido, o Artigo 217 da Constituição Federal de 1988 afirma que é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais para os cidadãos. No entanto, essa lei não é devidamente exercida pelo Poder Executivo, uma vez que grande parte dos populares, residentes em zonas periféricas, não têm acesso às quadras poliesportivas. Esse cenário evidencia a escassez de políticas públicas do governo a respeito do combate ao sedentarismo e do estímulo a hábitos saudáveis, as quais podem reduzir gastos com saúde pública. Logo, enquanto a negligência do administrativo for uma realidade, a maior norma constitucional será somente uma frase em um pedaço de papel.
Ademais, a politicagem é outro fator capaz de minimizar o esporte como mediador da inclusão social. Nesse contexto, na Copa do Mundo de 1970, líderes da Ditadura Militar do Brasil aproveitaram a vitória da Seleção Brasileira para vincular a imagem do país à prosperidade. Dessa forma, o passado histórico reflete, atualmente, na condição da nação atual, uma vez que as ondas de protesto de 2014, por exemplo, foram resultado da decisão do governo da época em ceder para a Copa Mundial, porém negligenciando todas as mazelas socioeconômicas da nação. Por isso,