O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 20/07/2022
No período da Grécia Antiga, ocorriam os Jogos Olímpicos, um jeito esportivo de integrar cultural e socialmente as pessoas. Consoante à história, o esporte mostra-se como ferramenta de inclusão social no Brasil. Isso se deve ao seu potencial em quebrar paradigmas de gênero, porém há muita negligência escolar perante essa pauta. Logo, é preciso debater esse cenário.
Com efeito, destaca-se o poder esportivo em desconstruir tabus de gênero. Nesse viés, salienta-se a skatista Rayssa Leal que, nas Olímpiadas de 2020, não só ganhou medalha de prata na categoria de skate, mas também tornou-se a medalhista mais jovem desse campeonato em 81 anos. Essa vitória demonstrou o poder feminino nos esportes comumente associados a homens, de forma a servir como inspiração a outras meninas que anseiam praticar tal atividade. Ante o exposto, nota-se que a presença de mulheres no âmbito em questão fomenta a inclusão social.
Entretanto, vale mencionar o descaso escolar frente aos esportes. Segundo o sociólogo Darcy Ribeiro, no contexto brasileiro, os professores fingem ensinar e os alunos fingem aprender. Isso é preocupante, pois as escolas não promovem o hábito esportivo adequadamente, de modo a menosprezá-lo e não aproveitar sua capacidade inclusiva. Por conseguinte, vários estudantes perdem a oportunidade de se inserir plenamente nessa esfera.
Portanto, é necessário solucionar o panorama em discussão. Para tanto, a fim de garantir a integração social esportiva, cabem às escolas - formadoras de futuros cidadãos - otimizar o ensino relacionado à prática de esportes, mediante a contratação de professores capacitados a lecionar e estimular a sociabilidade dos jogos físicos, de maneira evitar a exclusão de gênero e ofertar chances aos adolescentes e às crianças de adentrarem nesse meio. Destarte, o passado da Grécia Antiga será honrado.