O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 31/08/2022

Os registros mais antigos do esporte são datados do período da Grécia Antiga, não por acaso, o local onde nasceram os jogos olímpicos. No entanto, a prática esportiva, com o passar do tempo, evoluiu de um espetáculo para uma ferramenta de inclusão social. É preciso entender essa transformação. Para isso, vê-se necessário esclarecer as formas que o esporte pode promover a ascenção social e como ele dá voz aos menos privilegiados. Dessa forma, será possível discutir com embasamento.

Sob essa perspectiva, é crucial observar como a maioria dos grandes atletas nacionais saem de comunidades de baixa renda. Isto acontece, principalmente, em razão do esporte representar uma fuga da dura realidade vivida pelos filhos dessas comunidades, mas também por ser o meio mais acessível que esses jovens encontram de enxergar seus futuros. Como exemplo, há o campeão olímpico de canoagem, Isaquias de Queiroz, e o craque brasileiro de futebol, Neymar, ambos provindos de regiões friamente desamparadas pelo governo, mas que ajudam suas respectivas comunidades, através de iniciativas sociais.

Ademais, o esporte, como um meio plural, permite que minorias ganhem espaço de fala. Isto pode ser observado em todas as camadas e tipos de modalidades. A exemplo, o futebol feminino, que representa as lutas feministas, tendo como um de seus pilares a jogadora brasileira Martha, que, frequentemente, aborda os estigmas antiquados das confederações conservadoras de futebol em relação, não somente a mulheres, mas a negros também, o que, por consequência, aumenta o peso social desses grupos.

Logo, concluí-se que as modalidades esportivas são dispositivos que abarcam a todos, que provêm força aos fracos e voz aos oprimidos. Dessa forma, é proposto que o governo, através de projetos socias e de leis para destinação de verba, invista na construção e manutenção de locais públicos e escolares para a prática de jogos afim de estimular a execução dessas atividades. Além disso, apresentar programas informativos e culturais de incentivo ao esporte, com ênfase em regiões carentes, para que assim uma bola não seja um símbolo de fuga, mas sim de esperança