O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 07/09/2022

Aldous Huxley defende: “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada no esporte como uma ferramenta de inclusão sócia no Brasil, que mesmo após avanços nos direitos desses cidadãos, a exclusão e preconceito permanece e se reflete. Nesse contexto, emerge um problema sério em virtude da má formação socioeducacional e da falta de representatividade.

Nesse cenário, em primeiro plano, e preciso atentar para a má formação socioeducacional presente no problema. Assim, consoante ao pensamento de A.Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que o cerca, visto que a educação é básica e deficitária e pouco prepara cidadãos, no que tange respeito as diferenças. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso a informação séria sobre o esporte como forma de inclusão social, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Além disso, outra dificuldade encontrada é a falta de representatividade. Segundo Djamila Ribeiro, epistemicídio " é o apagamento de produções e saberes produzidos por grupos oprimidos". Tal apagamento é nítido na inclusão social, no entanto falta aos representantes a luminosa razão que permite enxergar o problema e intervir. Então, faz- se necessário olhar para o epistemicídio que esse grupo sofre e da espaço para que suas vozes sejam legitimadas.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver o empasse. O Ministério da Educação deve realizar uma campanha de conscientização, por meio de cartazes e planfetos, nas vias públicas e nos transportes públicos. Nos cartazes e planfetos devem explícitar a importância dos esportes como amparato a inclusão social e os malefícios da invisibilização. Espera-se, com essas medidas, a garantia da inserção social e o consequente acesso à cidadania.