O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 09/09/2022

O esporte nasceu no Brasil como modalidade esportiva em meados do século XIX,como ferramenta de exclusão social,por ser praticado apenas pela elite e excluir de sua prática pessoas negras e pobres. Somente no século XIX teve-se os primeiros sinais da constitucionalização do esporte,tendo como exemplo o clube de futebol Vasco da Gama,que foi o primeiro clube a aceitar um negro no seu elenco de jogadores. De maneira análoga a isso, ressalta-se a ideia do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. Nesse prisma,destacam-se dois aspectos importantes: a ausência de infraestrutura e a meritocracia.

Em primeira análise,evidencia-se a ausência de infraestrutura como resultado da negligência governamental. Sob essa ótica, o Artigo 217 da Constituição Federal de 1988, promulga que é dever do Estado fomentar práticas esportivas formais e não formais,direito este,que não tem sido assegurado,visto que,o investimento direcionado para o setor esportivo é mínimo,principalmente nas escolas,que não têm condições de oferecer diversidade nas modalidades esportivas,gerando exclusão dos estudantes que não se identificam com as opções ofertadas e o desinteresse acerca do esporte. Tendo em vista os fatos supracitados, é inadmissível que o Estado, enquanto agente responsável pela população continue inerte diante dessa situação.

Além disso, é notório que a meritocracia impede que a inclusão aconteça, já que não preza pela convivência social e a formação de valores,e prioriza somente quem é bom no que faz, distanciando a população média de uma prática esportiva prazerosa. Desse modo, reafirmando o que o autor uruguaiano Eduardo Galiano disse,de que a industrialização do esporte fez com que pessoas perdessem o interesse no esporte pelo prazer de praticar prezando apenas o lado lucrativo. Para mitigar tal óbice, é imprescindível que medidas devem ser postas em prática.

Portanto,para que haja a priorização do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil, urge que o Governo Federal-como instância máxima da administração executiva-invista em projetos públicos que minimizem o impasse. Para tanto, deve-se direcionar parte do capital para a área do esporte com o fito de promover a inclusão social no Brasil.