O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 10/09/2022

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação feita pela filósofa Simone de Beauvoir pode facilmente ser aplicada à não inclusão social esportiva no Brasil, pois, mais escandaloso do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a ela. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a mentalidade social, bem como a má influência midiática.

Em primeira análise, a mentalidade social é um desafio presente no problema. Segundo Chimamanda Adichie “a cultura não faz as pessoas, as pessoas fazem a cultura”. Nesse viés, nota-se a necessidade de mudar o pensamento coletivo acerca da inclusão no esporte, visto que atletas periféricos são intitulados incapazes por não terem os mesmos privilégios que atletas urbanos, fazendo com que eles se sintam cada vez mais excluídos.

Ademais, a má influência midiática é um entrave no que tange à questão. Conforme o jornalista Caco Barcellos “A culpa não é de quem não sabe, é de quem não informa”. Nessa perspectiva, vê-se que a mídia investe em publicações fúteis ao invés de dar visibilidade aos atletas periféricos para expor seus talentos e assim conseguir destaque e oportunidades no meio esportivo.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Assim, a mídia de massa deve criar um programa por meio de entrevistas com os esportistas afetados a fim de reverter a má influência midiática na inclusão social esportiva. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis nas redes sociais com o fito de aumentar a visibilidade. Paralelamente, é preciso intervir sobre a mentalidade social presente no problema.