O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 18/09/2022
No livro " Utopia", do filósofo moderno Thomas More é apresentada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, no Brasil, ainda existe um empecilho no que diz respeito ao esporte como uma ferramenta de inclusão social. Esse cenário antagônico é fruto na negligência estatal e da falta de debate.
À vista disso, ressalta-se a diligência do governo como um desafio. Conforme a Teoria da Percepção Coletiva, de Émile Durkheim, o fato social é dividido em normal e patológico. Nesse sentido o Estado está no âmbito patológico, em crise, pois é perceptivél que a gestão brasileira não investe em Projetos e eventos que tragam o esporte de uma maneira que inclua as pessoas principalmente os deficientes que muitas vezes não participam, devido as suas limitações, o que acaba por gerar o capacitismo. Sob esse viés, sem uma devida conscientização sobre a importância da inclusão no esporte , principalmente em escolas, as pessoas com deficiência continuaram sendo excluidas.
Além disso, destaca-se a carência de discussão sobre a questão. Segundo Hebarmas, sociólogo da escola de Frankfurt, linguagem é uma verdadeira forma de ação. Contudo as instituições educacionais e veículos midiáticos tendem a não debater acerca do esporte com uma forma de inclusão visto que a população deficiente ainda é muito pequena o que acaba por ficar apagada socialmente, dificultando assim ajudar essas pessoas a ter um melhor estilo de vida. Logo com a causa supracitada é evidente que o esporte acabara por não ser praticado por todos.
Por fim, o Ministério da Educão dever criar um fundo de investimentos, por meio de um projeto de lei a ser entregue na Câmara dos Deputados. Diante disso, esse capital precisará ser distribuído entre as prefeituras e, assim elas, com a ajuda da mídia local, poderão elaborar o movimento “Esporte é Inclusão”, que tem o obejetivo de abraçar as pessoas deficientese. Espera-se com essa medida, ter uma sociedade mais igualitária e, portanto aproximar-se da realidade descrita por More.