O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 06/11/2022
O filme “Eu, Tonya”, de 2017, retrata a história de Tonya Harding, uma patinadora excepcional que fez sucesso nos anos 90. Ao longo da trama, é mostrado que a personagem apresenta dificuldades em se encaixar no mundo dos esportes em razão da condição financeira e status. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que o esporte pode ser excludente para as classes mais baixas. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de investimento do governo, mas também por causa do ensino precário no país.
Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para garantir a inclusão social nos esportes. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, evitar a desigualdade e garantir a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Um exemplo é surfista Ítalo Ferreira, medalhista de ouro, que aprendeu a surfar com pranchas emprestadas e tampas de isopor. Dessa forma, a falta de investimento em projetos que auxiliem a inserção dos menos favorecidos favorece o crescimento do problema.
Além disso, o ensino precário também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de eliminar a barbárie e buscar a emancipação humana, em prol da mudança social, porém, isso não acontece. Conforme pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 37,9% dos indivíduos com 15 anos ou mais não praticam esportes. Consequentemente, a falta de incentivo à prática dessas atividades afeta na integração e socialização dos alunos com o esporte.
Portanto, conclui-se que a falta de investimento e o ensino precário são os principais pilares do problema. Assim, é necessário que o Governo Federal faça projetos, por meio de fundações, que levem o esporte para as classes mais baixas, com o intuito de democratizar o acesso às práticas lúdicas. Ademais, o Ministério da Educação deve reforçar as aulas de educação física, por intermédio da escolas, com o objetivo de estimular os alunos a realizar atividades motoras e melhorar a inclusão entre os indivíduos. Enfim, visando uma realidade diferente abordada no filme “Eu, Tonya”.