O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 07/11/2022

O grande poeta pós-modernismo, Manoel de Barros, desenvolveu em suas obras uma “Teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Sob essa lógica, faz-se preciso, portanto, valorizar também à questão do esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil. Tais entraves, por sua vez, deve-se, sobretudo, à negligência estatal e à carência de debates.

Em primeira análise, é crucial pontuar que a precarização do esporte advém da baixa atuação do Estado no que concerne à criação de medidas que caibam tais ocorrências. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de alguns direitos, como o incentivo estrutural e financeiro no esporte, o que infelizmente, é evidente no país.

Ademais, outro obstáculo enfrentado é a omissão de debate. Desse modo, Habermas defende a teoria da linguagem ser uma forma de ação. Nesse sentido, para que as dificuldades acerca da inclusão de pessoas no esporte sejam resolvidas, faz-se necessário discutir sobre. Entretanto, percebe-se uma lacuna no que diz respeito a essa questão, posto que ainda é muito silenciado no meio social, o que contribui com uma maior falta de conhecimento da população sobre a importância dessa prática para o indivíduo. Assim, trazer à pauta esse tema aumentaria a chance de atuação nele.

Portanto, medidas são imprescindíveis para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto aos setores midiáticos, promover espaços para rodas de conversas em ambientes públicos e privados, por meio do investimento em palestras e propagandas de abrangência nacional em diversas fontes diferentes, como jornais, televisões e redes sociais, a fim de que a sociedade possa ter uma maior compreensão sobre a relevância que a atividade do esporte tem para o ser humano.