O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 31/10/2022
O Barão de Coubertin, fundador dos jogos Olímpicos Modernos, é conhecido pela célebre frase “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”. O enunciado pelo francês já demonstrava a real função do esporte: ser importante ferramenta de inclusão social. Sob esse contexto, é válido ressaltar como as atividades esportivas podem servir ao combate das desigualdades e inclusão de minorias no Brasil, seja pela sua perspectiva educacional, seja pelo caráter legal.
De início, a prática esportiva apresenta dimensões educacionais que, por vezes, não são possíveis de serem alcançadas no ambiente escolar. Conforme o educador Paulo Freire, a educação precisa ser libertadora de modo a propiciar à população uma compreensão de mundo e não um mero depósito conteudista. Sob esse prisma, o esporte cumpre fundamental papel, pois se mostra como ambiente agregador em que todos competem sob as mesmas regras e em busca de um único objetivo. Desse modo, o esporte serve para agregar os diferentes e formar cidadãos que terão uma nova visão de mundo, contribuindo para a inclusão social.
Ademais, o próprio ordenamento jurídico brasileiro reforça a importância do esporte. Conforme a Constituição Federal, é dever do Estado o fomento das práticas desportivas devido ao seu caráter plural e potencializador da cidadania. Prova disso, são os projetos sociais que utilizam o esporte, por exemplo, o programa “Segundo Tempo”, no Rio de Janeiro. Nele, menos de 1% dos jovens que participam não frequentam o ambiente escolar, já o índice geral é de 33%. Dessa forma, o desporto fortalece a inclusão social ao criar um forte vínculo com a educação e fomentar a cidadania.
Depreende-se, portanto, que o esporte é uma excelente ferramenta de inclusão social que deve ser estimulada no território nacional. À vista disso, é dever da Secretaria Especial do Esporte - órgão responsável pelo fomento do esporte brasileiro - atuar para incentivar as práticas desportivas. Isso pode ser feito por meio da destinação de dotes orçamentários para programas sociais, como o “Segundo Tempo”, a fim de que com maior condição financeira seja possível expandir tais projetos e abarcar cada vez mais jovens em busca de uma sociedade inclusiva.