O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 10/11/2022
O escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertendes: a dos favorecidos e a dos despossúidos. Sob essa lógica, a parcela populacional que se encontra no grupo dos desvaforecidos necessita de ampararo social, sendo o esporte uma ferramenta alternativa para esse fim, visto seu potencial para a formação de indivíduos mais jovens. Tal conecpção, no entanto, tem sido negligenciada pelo governo, sendo necessários meios que revertam esse quadro.
A princípio, cabe analisar como o esporte pode atuar na educação e bem-estar do indivíduo. A esse respeito, sabe-se que os “despossuídos”, como aponta Suassuna, não vivem em boas condições sociais, expressas, por vezes, em um contexto familiar conturbado e de baixa renda. A prática de atividades físicas, contudo, impulsiona-os a aprender a ter disciplina, respeito, solidariedade e honestidade, além da possibilidade de desenvolver habilidades que poderão ser aproveitadas profissionalmente. Isso exposto, fica evidente que o esporte influencia beneficamente no desenvolvimento dos jovens, os quais quais terão uma base psicológica para enfrentar os dilemas do cotidiano e sonhar com um futuro melhor.
Ademais, é importante pontuar a negligência governamental em subsidiar esse setor, a qual retarda o processo de assenção social. Nesse sentido, Thommas Hobbes, filósofo inglês, aponta o Estado como responsável em fornecer meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Essa máxima, porém, não condiz com o cenário atual, uma vez que é mínimo o interesse das competência governamentais quanto a disponibilização de capital para investir em estruturas voltadas à realização de projetos esportivos, sobretudo em regiões mais carentes. Logo, essa postura dos governantes deve ser revertida, tendo em vista o desenvolvimento nacional garantido pela Constituição de 1988.
Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania instigue os governos municipais a investir no setor de esporte, por meio de projetos de infraestrutura de cunho desportivo nas cidades, além de contratar profisionais qualificados na área de educação física que se empenhem na missão de incluir os indivíduos nas ativividades, sem distinção de classe social, idade e gênero, a fim de que haja mais um caminho para a inclusão social.