O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 11/11/2022
Em conformidade à Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador número de atletas no Brasil, que permanece inerte, já que muitos deles desconhecem a importância dessa prática como ferramenta de inclusão social. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da irracionalidade e ao descaso governamental.
Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da sociedade para com a importância de perpetuar o esporte como uma forma de ascensão, visto que irracionalidade evidencia a alienação coletiva. Sendo assim, muitas pessoas com capacidade de se tornar um bom atleta não são valorizadas, devido à falta de informação convincente de que a prática esportiva proporciona a diminuição da estratificação no meio comunitário.
Além disso, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso ao esporte a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda não gozam dessa constituinte, tendo em vista o grande descaso governamental a respeito da consideração do esporte como um meio de inserção social. Portanto, observa-se a falta de subsídios financeiros para o investimento na carreira alguns atletas. Com isso, grande parte deles, especialmente os de periferia, são obrigados a desistir do esporte, pois sofrem com o aumento da pobreza.
Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Cidadania, diretores de instituições esportivas e mídias. Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a importância do esporte como ferramenta de inclusão social. Isso será feito a fim de remediar a irracionalidade e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.