O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 25/05/2023
A obra cinematográfica “Safety”, do Disney Plus, aborda a história de Rayray e seu irmão e como o futebol americano transformou suas vidas. Fora da ficção, a realidade não é distante e as práticas esportivas tem o poder de mudar cenários. No contexto contemporâneo, o esporte encontra desafios para se concretizar como ferramenta de inclusão social. Isso é fruto da negligência estatal, fator que ameaça a ascensão de muitos. Assim, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura.
Primordialmente, vale ressaltar que diante da ineficácia governamental, muitos tem o acesso às práticas esportivas negado. Segundo Gilberto Dimenstein, escritor brasileiro, o termo “Cidadão de Papel” designa os indivíduos que têm seus direitos garantidos na teoria, mas na prática têm eles negados. Nesse viés, é notória a ruptura de tal proposta prevista legislativamente na Constituição Federal de 1988, pois muitos não tem acesso ao esporte e são segregados socialmente. Assim, é evidente a necessidade de alteração deste panorama nocivo.
Em segundo plano, é válido destacar que diante dessa negligência existente, muitos têm sua ascensão negada pela falta de democratização do esporte. De acordo com Jason Lima, linguista brasileiro, a ideia de “Amensalismo Social” aborda o cenário no qual os grupos mais favorecidos impedem o progresso dos outros menos beneficiados. Diante disso, diversos cidadãos são impedidos de desfrutar dos benefícios disponibilizados pelo esporte e são fadados a permanecerem em contextos desvantajosos. Logo, mostra-se a urgência de mudança desta realidade prejudicial.
É evidente, portanto, a existência de obstáculos para garantir a solidificação de políticas públicas que visem o fim dos desafios encontrados pelo esporte para se estabelecer como ferramenta de mudança. Por esta razão, compete ao Governo Federal-órgão responsável pela manutenção em escala nacional- a realização de programas esportivos que garantam bolsas universitárias para aqueles que obtiverem bons desempenhos. Isso deve ser feito por meio de verbas governametais, em parceria com marcas esportivas, a fim de acabar com esta desigualdade. Feito isto, a problemática acabará e outros terão sua realidade mudada como Rayray em “Safety”.