O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 09/07/2023
Os Jogos Olímpicos da Antiguidade eram um festival religioso e atlético da Grécia Antiga, que teve sua primeira edição em 776 a.C. No contexto contemporâneo, as Olimpíadas tratam o esporte como ferramenta de inclusão social. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca da questão apresentada, que são a negligência do Estado nos assuntos voltados ao esporte e o afastamento das crianças e jovens da crimininalidade, devido a integração nessa prática.
Nesse viés, primeiramente, é válido abordar que a negligência do Estado, que pode ser visto na falta de investimento para os clubes esportivos, principalmente dos esportes menos conhecidos e praticados no país, dificulta a inclusão social. Nesse sentido, pode-se citar o pensamento sociológico da antropóloga Lilia Schwarcz, que basicamente diz que, no Brasil, existe uma política de eufemismos, ou seja, determinadas questões são suavizadas e não recebem a visibilidade que merecem. Dessa forma, nota-se que a falta de investimento por parte do Poder Público torna difícil a atuação e a permanência de certas práticas esportivas no Brasil.
Por conseguinte, cabe analisar que o esporte pode ajudar a afastar as crianças e os jovens da criminalidade, sobretudo os que vivem nas favelas brasileiras. Nessa conjuntura, segundo o secretário João Ghizoni, " Uma criança praticando esporte custa ao Poder Público dez vezes menos do que um presidiário e forma cidadãos para o futuro." Logo, percebe-se que a atuação do Governo é de extrema importância para desviar os jovens de risco social, garantindo-lhes segurança por meio dos mais variados esportes e trazendo para eles a inclusão, ao unir todas as pessoas para participar dessas práticas.
Portanto, para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social no Brasil é de suma importância que o Estado juntamente com as ONGs, como instituições de alta relevância para o país, criem e financiem projetos socias ligados ao esporte. Isso deve ser feito por meio de campanhas que divulguem os jogos, as competições e os torneios, que devem ter profissionais capacitados para orientar os alunos,para que, assim, todos possam participar de algo tão inclusivo e democrático que devem ser os esportes.