O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 30/10/2023

A Constituição Federal de 1988 assegura os direitos e o bem-estar da sociedade, de modo a alcançar a harmonia e a equidade social. Entretanto, os desafios vivenciados pelos indivíduos no esporte vão contra os direitos almejados pela Constituição Cidadã, representando um obstáculo de grandes proporções. Isso ocorre devido à ausência de incentivo esportivo nas escolas em consonância com a acessibilidade somente aos cidadãos que possuem renda, o que gera empecilhos na luta pela inserção social.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que o exercício de atividades esportivas é pouco incentivado em espaços educacionais, o que diminui a adesão dos estudantes. Diante disso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, O ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob esse viés, observa-se que se a escola não promove o contato dos alunos com as diversas modalidades de esporte, há um prejuízo no exercício da atividade social e da cidadania daqueles discentes. Exemplificando essa situação, obeserva-se que um indivíduo, ao praticar atividades esportivas, aumenta as suas relações interpessoais com outras pessoas, ampliando seu senso de grupo e aprendendo valores, como empatia e justiça, que geram um bom convívio na sociedade, justificando a importância da prática esportiva.

Ademais, é válido destacar que a desigualdade econômica permite que somente quem possua capital tenha acesso às práticas esportivas, o que exclui grande parte da sociedade. Acerca disso, segundo o escritor inglês George Orwell, Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros. Nessa lógica, fica nítido que todos os seres humanos possuem o direito ao esporte, mas nem todos conseguem praticá-lo, pois as condições socioeconômicas bloqueiam seu acesso. Assim, uma situação que expressa isso é a sociedade de clubes, que por meio de planos que muitos não conseguem pagar, restringem o acesso de campos, quadras e piscinas aos financeiramente capazes de mantê-los, evidenciando o privilégio de poucos.

Em suma, medidas são necessárias para combater esse problema. Portanto, o Ministério do Esporte, órgão responsável por questões esportivas, deve, por meio da geração de espaços públicos práticos, incentivar e promover o esporte acessível em todos os locais, com a finalidade de promover sua inclusão social no Brasil.