O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 01/11/2023
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito de inclusão a todos. Todavia, a atual falta de investimentos e incentivos aos atletas faz com que a abertura socialmente em que o esporte causa se torne distante de ser vivenciada. Sob tal ótica, é mister medidas que alterem a negligência estatal e a invisibilidade acerca da importância do esporte à população.
A priori, é imperioso destacar que a omissão estatal acerca de investimentos ao esporte corrobora para a continuidade da situação. Segundo o filósofo John Rauls, em sua obra " Uma teoria de justiça", um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos e, assim, promove uma igualdade de oportunidade a todos os cidadãos. Visto que o estado não investe a quantia necessária aos atletas, faz-se evidente que não cumpre com o seu papel igualitário, tornando-os desamparados. Logo, é fulcral que o cenário atual seja alterado a fim de garantir inclusão alcançando o governo ético citado por Rauls.
Outrossim, vale ressaltar que a falta de estímulo inviabiliza a melhoria da situação atual. A respeito, conclui-se que a sociedade vive a “banalização do mal”, conceito exposto pela filósofa Hannah Arendt, que seria quando uma atitude hostil ocorre constantemente, e a sociedade passa a vê-la como banal. Congruente a isso, a invisibilidade como forma de tratamento ao esporte torna normalizada a exclusão do jovem em meio a sociedade, pois segundo estudos do Science Library, 1 a cada 5 participantes das olimpíadas vieram de uma realidade periférica e obtiveram abertura através do esporte. Dessa forma, torna-se nítido o apuro do maior incentivo ao esporte a fim de oportunizar o jovem e não tornar banal sua exclusão.
Destarte, é mister medidas que amenizem a problemática, Desse modo, o ministério do esporte -órgão responsável por garantir o acesso da população ao esporte- promover políticas públicas que forneçam o devido incentivo ao esporte isso sendo feito por meio de reuniões com os governadores de cada estado, em busca da maior fiscalização. Feito isso, gradualmente romper a inércia estatal, garantindo o tratamento previsto pelas Nações unidas, deixando de ser, em breve uma utopia no Brasil.