O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 05/09/2024

Nas olimpíadas de 2024, a atleta de judô Beatriz Souza fez história como medalhista de ouro. Assim, como os outros atletas que conquistaram as 20 medalhas brasileiras, Beatriz enfrentou diversos desafios para chegar ao pódio, como a falta de infraestrutura e incentivo esportivo. Nesse sentido, no Brasil o esporte encontra diversas dificuldades para se consagrar como ferramenta de inclusão social.

Em primeiro plano a falta de infraestrutura é um grande agravador. Nesse sentido, a filósofa alemã Hanna Arendt defende que o espaço público deve ser funcional para que a cidadania seja exercida de forma eficiente. Assim sendo, para que o esporte seja promotor de inclusão social é necessário investimento no espaço público, como quadras, campos, piscinas e centros poliesportivos.

Além disso, a falta de incentivo esportivo atua como empecilho para a inclusão social esportiva. Dessa maneira, em janeiro de 2019 foi extinto o Ministério do Esporte, uma forte mão da inclusão social, acarretando em um abandono dessa pauta pelo governo. Portanto, o incentivo de esporte ficou ao alento, praticado somente por ONG’s e clubes privados, distante da mão governamental.

Diante tudo isso, torna-se necessária intervenção pontual no problema. Para que isso ocorra é papel do Governo Federal o estudo e aplicação de verbas de forma expressiva em áreas desprovidas de centros poliesportivos, e também, ordenar por decreto a abertura das quadras escolares aos finais de semana para o uso da população em geral, com intuito de usar o esporte como inclusão social.