O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 04/04/2025

No filme Coach Carter — Treino para a Vida, um técnico transforma a vida de jovens em situação de vulnerabilidade por meio do basquete, mostrando como o esporte pode mudar destinos. No Brasil, essa realidade ainda não é comum, embora o esporte tenha grande potencial para inclusão social. Infelizmente, barreiras estruturais e sociais impedem que essa ferramenta seja bem utilizada. Sendo assim, é necessário entender seus problemas e entender suas causas, que são: a falta de investimento em projetos esportivos nas periferias e a desigualdade de acesso ao esporte de qualidade.

Em primeira instância, é crucial destacar a escassez de investimento governamental em projetos esportivos em comunidades carentes. Sem infraestrutura adequada, os jovens ficam sem acesso a quadras, materiais e treinadores. Segundo o Datafolha, apenas 18% dos jovens brasileiros participam de atividades esportivas públicas com regularidade. Isso compromete o desenvolvimento físico, emocional e social de milhares de crianças e adolescentes. Com isso, muitos se afastam da escola e se aproximam da criminalidade. A falta de opções enfraquece o papel do esporte como agente de transformação.

Ademais, vale ressaltar a desigualdade no acesso ao esporte de qualidade entre classes sociais. Jovens de classes altas têm acesso a clubes e treinamentos, enquanto os de baixa renda enfrentam obstáculos. Segundo o IBGE, apenas 35% dos jovens das classes D e E praticam esportes com frequência, contra 68% das classes A e B. Essa diferença limita oportunidades e aprofunda desigualdades sociais. Sem acesso equitativo, muitos talentos são desperdiçados. Isso afasta o esporte de seu papel inclusivo e educacional.

Portanto, é necessário que se resolvam esses problemas e que sejam tomadas medidas cabíveis. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, deve implementar um programa de incentivo à prática esportiva nas periferias, por meio da criação de centros esportivos e a contratação de profissionais qualificados, utilizando recursos públicos e parcerias privadas para ampliar o acesso ao esporte como ferramenta de inclusão social e combate às desigualdades. Assim, histórias como a de Coach Carter não serão mais um problema para as futuras gerações.