O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 04/04/2025
De acordo com o Instituto Ayrton Senna, a criança que pratica esporte tem 15% mais chances de não evadir. A prática esportiva é fundamental para o desenvolvimento de jovens e crianças. Contudo, muitos jovens ainda não possuem acesso a essas atividades, devido à falta de políticas públicas bem estruturadas para a destinação de recursos, que chegue a jovens e crianças de baixa renda, sem acesso a clubes ou associações. Por isso, é responsabilidade do governo criar estratégias e estruturas que garantam o acesso ao esporte, proporcionando mais oportunidades para o crescimento educacional e saúde desses grupos.
Nessa perspectiva, informação publicada pela SBT News aponta que o orçamento público para atletas e projetos esportivos no país representa 0,02% do PIB. Esse dado destaca a falta de prioridade do governo em destinar resursos suficientes para o desenvolvimento, especialmente para os grupos socioeconômicos mais vulneráveis. A falta dessa iniciativa compromete ainda mais a inclusão de parcelas da população, contribuindo para que esses grupos sejam cada vez mais marginalizados e vulneráveis na sociedade.
Ademais, segundo o enfermeiro e criador do método Pilates, Joseph Pilates, “Seu corpo é seu maior bem, ele guarda e reflete sua alma. Cuide dele como se fosse uma pedra preciosa”.Essa reflexão destaca a importância de reconhecer que muitas pessoas são privadas do acesso à métodos esportivos, o que impede não apenas a promoção da saúde física, mas também o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais essenciais para o crescimento pessoal. A exclusão esportiva limita as oportunidades de integração social, lazer e, principalmente, de cuidado com o próprio corpo.
Portanto, para resolver esses problemas, é necessário que o Ministério da Saúde - órgão responsável pela saúde do país -, com o Ministério do Esporte - responsável por implementar ações à prática esportiva -, desenvolvam projetos esportivos integrados às escolas, direcionados às áreas mais vulneráveis. Através de programas com estruturas adequadas e profissionais capacitados, com o objetivo de promover a saúde física e mental, além de oferecer maiores oportunidades para o crescimento pessoal e profissional dos jovens.