O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 05/04/2025

Na série de livros “Gol”, do escritor italiano Luigo Garlando, o futebol é utilizado como forma de incluir crianças desfavorecidas no esporte através da criação de um time. Contudo, no Brasil, a inclusão social através dos esportes é rara e insuficiente para a população, que enxerga os esportes apenas como lazer ou perda de tempo. À isso, deve-se responsabilizar o preconceito e a desigualdade socioeconômica.

É evidente que a população brasileira conecta os esportes a ideias preconceituosoas, como a ideia de que os esportes são dedicados a classes desfavorecidas ou à população negra. Neste contexto, é possível citar o treinador Roger Machado, ao dizer que “negar e silenciar é confirmar o racismo”. Através disso, é possível concluir que a mídia e o governo falham em combater o preconceito existente nos esportes, com muitas pessoas negando e silenciando os debates. Desta forma, se torna cada vez mais difícil explicar que esportes são para todos, dos desfavorecidos aos privilegiados.

Outrossim, é necessário citar também a desigualdade socioeconômica como problema grave na expansão dos esportes no país. Nessa linha de raciocínio, observa-se que grande parte da população não tem tempo disponível para praticar esportes ou focar no desenvolvimento corporal, visto que para muitas pessoas desfavorecidas o foco é o trabalho e a geração de renda, o que impossibilita a inclusão no esporte. Ademais, é presente o ideal de Pelé ao citar que “o que o Brasil precisa é de ser equilibrado, sem muita pobreza”, o que deixa clara a gravidade da problemática pela frase vir de um esportista.

Portanto, é papel da mídia, que é a principal responsável por noticiar os esportes explicar através de propagandas e explicações frequentes a importância dessas atividades, com a finalidade de ampliar a visão da população sobre como os esportes podem servir de mecanismos de inclusão. Com isso, se tornará cada vez mais real a possibilidade de os esportes serem valorizados e experimentados pela população, e o sonho de Pelé de um país menos desigual ficará mais próximo da realidade.