O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/04/2025
A Constituição Cidadã de 1988, em seu artigo 217, afirma que: “A prática do desporto é direito de todos, sendo o Estado responsável por fomentar a educação física e o desporto, especialmente o desporto educacional, o desporto de participação, o desporto de rendimento e o desporto de alto rendimento”. Observa-se, no entanto, a inaplicabilidade do mesmo na questão do esporte como uma ferramenta de inclusão social no Brasil. Desse modo, é fundamental o debate sobre isso, com foco na compreensão das causas, análise das consequências e busca de soluções para os impactados.
Diante desse cenário, nota-se que a inclusão social - através do esporte no Brasil - enfrenta obstáculos, como a falta de infraestrutura, o acesso desigual em áreas periféricas e a ausência de políticas públicas eifcazes. Além disso, o preconceito e a discriminação limitam a eficácia nesse aspecto ; segundo o historiador francês Pierre de Coubertin, “O esporte é o mais alto ponto de encontro entre os homens”, contudo, as desigualdades estruturais dificultam a ampliação desse benefício. Isso revela que a realidade social brasileira impede a plena igualdade de oportunidades.
Outrossim, a falta de infraestrutura esportiva nas escolas públicas brasileiras contribui para a exclusão social, limitando o acesso a atividades físicas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha - em janeiro de 2025 - apenas 47% dos brasileiros com renda de até dois salários mínimos praticam exercícios regularmente, enquanto 66% dos que ganham acima de cinco salários mínimos mantém hábitos saudáveis. Isso evidencia o impacto da desigualdade social no Brasil, tanto na inclusão esportiva, quanto no desenvolvimento físico.
Diante do exposto, é imprescindível que o Governo brasileiro, por meio de políticas públicas e programas de incentivo, promovam o esporte como uma ferramenta de inclusão social. Através de iniciativas - como o Programa Segundo Tempo e os Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs) - o Estado possa democratizar o acesso à prática esportiva, principalmente em comunidades periféricas. Devem ser realizadas em colaboração com escolas, associações e entidades, para oferecer uma opção de lazer e formação. Dessa forma será possível fazer, do Brasil, um país mais inclusivo.