O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 04/04/2025

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de políticas públicas eficazes, quanto da desigualdade social histórica. Diante disso, torna-se crucial a discussão desses aspectos, a fim de estabelecer o funcionamento da sociedade.

Primordialmente, é essencial pontuar que a ausência de políticas públicas eficientes e a falta de incentivo a práticas esportivas nas periferias derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o esporte, que poderia ser uma potente ferramenta de inclusão e transformação social, encontra-se restrito às classes mais privilegiadas, deixando de ser um direito universal. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, a desigualdade social é um fator crucial para o problema, pois de acordo com os dados do IBGE mais de 25% da população brasileira vive em extrema pobreza, dificultando o acesso à educação e ao esporte. Essa desigualdade limita as oportunidades nas comunidades carentes, perpetuando a exclusão social. Para enfrentar esse desafio, é essencial adotar medidas eficazes que promovam a inclusão esportiva e combatam esse ciclo de marginalização.

Urge, portanto, para reduzir a exclusão social por meio do esporte, é urgente que o Tribunal de Contas da União destine recursos, que, com o apoio do Ministério do Esporte, sejam usados em programas de incentivo e na construção de instalações esportivas nas áreas mais pobres, por meio de parcerias entre o governo e a iniciativa privada. Dessa forma, em médio e longo prazo, será possível diminuir o impacto da desigualdade no acesso ao esporte, aproximando a sociedade de uma realidade mais justa e inclusiva, como a imaginada por More.