O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 04/04/2025
O futebol no Brasil, após anos de luta dos movimentos antirracistas, combate mais um adversário dentro e fora de campo, o racismo. Utilizado como ferramenta de esperança nas periferias de todo o país, o esporte faz um trabalho fundamental para a inclusão de grupos historicamente marginalizados na sociedade. O povo preto e periférico, através dos chutes ao gol, luta para um maior reconhecimento no país.
O esporte nas periferias, especialmente quando falamos em jovens, tem um papel importantíssimo para tirá-los da criminalidade. Os projetos sociais provam que, com acesso ao esporte, muitos jovens deixam de entrar para o crime e até mesmo para as drogas. Além disso, o convívio com diferentes tipos de pessoas, sejam elas PCDs, pretas ou brancas, faz com que o preconceito estruturalmente cultivado em nosso país seja deixado de lado. Segundo o orientador e professor, Dr. Thiago Souza Vale, “o futebol possui suma importância não apenas socialmente, mas também econômica em regiões pobres e grande relevância em lutas sociais”.
Nos últimos anos, lutas sociais antirracistas tem se destacado no futebol. Frases como “Com racismo não tem jogo”, adotadas pelo governo federal e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), refletem o uso do esporte como ferramenta de inclusão de pessoas negras na sociedade. “O futebol é uma das manifestações mais importantes da nossa cultura e diz muito sobre o que a gente é. Eu não posso ficar de fora de uma luta, que é sem fronteiras, contra a discriminação e o racismo”, destacou o ministro Silvio Almeida durante uma partida de futebol. Até que ponto a sociedade brasileira está disposta a lutar pela igualdade no país?
Em análise do tema abordado, cabe ao governo brasileiro investir economicamente em ações sociais com viés no esporte para que, como ferramenta política, as mesmas tenham o intuito de mitigar a desigualdade, para que assim todas as pessoas tenham a chance de alcançar o respeito e desfrutarem de uma vida digna.