O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 04/04/2025
O esporte pode ser entendido como uma ótima ferramenta de inclusão na sociedade brasileira. De acordo com o GE, 77,3% dos esportistas do Norte não receberam nenhum apoio na infância. O esporte tem muitas modalidades e origens, praticar um esporte significa manter viva uma tradição cultural de um determinado povo. Porém, a falta de investimento é um grande problema que vem dificultando estas práticas.
Diante desse cenário, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Cegueira moral”, afirma que, na atualidade, a indiferença ao próximo tornou-se parte do cotidiano. Nas olimpíadas, o maior evento esportivo do mundo, reúnem em torno de 206 países para disputarem em diversas modalidades. Nesses jogos é perceptível a desigualdade no treinamento e incentivo no esporte, os países que possuem altas taxas de investimentos governamentais são os quais alcançam as melhores colocações. No Brasil, atletas olímpicos sofrem com a falta de patrocínio e boas agências, o que desanima muitos de seguir a carreira e também a torna cansativa.
Outrossim, a alimentação também é essencial para a recuperação muscular e energia durante os treinamentos. Para adquirir uma boa alimentação é preciso ajuda de profissionais como nutricionistas, além de que os alimentos apresentam um alto preço, o que tona dificuldade o acesso a uma dieta adequada. Apesar da existência do Programa Bolsa Atleta, que deveria garantir suporte financeiro a esportistas de alto rendimento, ele se mostra ineficiente para suprir necessidades básicas incluindo a alimentação. Contudo, é preciso garantir que todos os atletas tenham acesso à alimentação adequada e suporte nutricional, não apenas os que têm mais dinheiro.
Portanto, o governo em conjunto com o ministério da saúde e do esporte tem o dever de criar campanhas de incentivo e inclusão no esporte nas escolas e nas redes, além de programas incluindo bolsas escolares e de renda para atletas. Adaptar a alimentação escolar, por meio de parcerias com nutricionistas, para que mais jovens brasileiros sejam incluídos e incentivados no esporte, tornando estas competições igualitárias e justas.