O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 31/03/2025

De acordo com Nelson Mandela, o esporte tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar, tem o poder de unir as pessoas de um jeito que poucas coisas conseguem. Tendo isso em vista, ele é uma forte ferramenta para a inclusão social. No entanto, há muitos desafios nesse processo de inclusão devido a preconceitos em relação a etnia, gênero, sexualidade e pessoas com deficiência. Alguns desses desafio são relacionados a desigualdade social e a desvalorização do esporte paralímpico.

Primeiramente, a desigualdade social é o principal fator que dificulta o processo de inclusão social no Brasil. Nesse sentido, o Brasil é um dos 10 países mais desiguais do mundo, segundo o IBGE. Com isso, a concentração de renda é um problema persistente, resultando em uma realidade onde oportunidades de vida e acesso a serviços básicos são distantes para milhões de pessoas.

Outrossim, é a desvalorização do esporta paralímpico que é um problema atual que influencia na não-inclusão social nos esportes. Nesse sentido, 48,8 milhões de espectadores assistiram a paraolimpíada em 2024, enquanto 140,4 milhões de espectadores assistiram a olimpíada em 2024. Essa desvalorização não é apenas uma questão de mídia, mas também de uma estrutura social capacitista que ainda não investe de forma significativa nos atletas, para que possam atingir seu potencial pleno.

Portanto, é dever do Ministério do Esporte liderar iniciativas como políticas públicas adequadas, investimento e conscientização, por meio de divulgação nas redes sociais e campanhas de inclusão. Essas ações devem ser tomadas para que se possa garantir que o esporte seja verdadeiramente acessível a todos e para tornar o setor mais inclusivo e igualitário.