O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 04/04/2025

A obra cinematográfica Invictus retrata a história de Nelson Mandela e como usou o rugby para unir seu país, mostrando como o esporte pode ser uma ferra-menta de inclusão social. No entanto, infelizmente, tal conjuntura não se resume às telas, já que, hodiernamente, o acesso ao esporte como meio de transformação so-cial ainda é limitado por desigualdades econômicas e falta de investimento em polí-ticas públicas no Brasil.

Em primeira análise, a falta de oportunidades quando se concerne aos muitos cidadãos que já tiveram interesse em praticar algum esporte é um grande reflexo das desigualdades sociais no Brasil. Quanto a isso, segundo o programa “impulsio-na”, grupos socioeconômicos mais baixos praticam de 10% a 15% menos atividade física do que aqueles de grupos mais altos devido à falta de acesso a infraestrutura adequada e programas esportivos acessíveis. Dessa forma, jovens talentosos aca-bam tendo suas chances limitadas.

Ademais, a falta de investimentos em políticas públicas voltadas ao esporte a-grava ainda mais esse cenário. De acordo com dados do Governo Federal, apesar de cerca de R$ 2 bilhões tenham sido investidos em infraestrutura esportiva em 2021, isso não foi suficiente para garantir o acesso à prática esportiva à todos, es-pecialmente em comunidades de baixa renda. Isso evidencia que, sem um planeja-mento eficiente e constante, o esporte continua sendo um privilégio para poucos, em vez de um direito acessível a todos. Assim, a ausência de incentivos governa-mentais impede que o esporte cumpra seu papel como ferramenta de inclusão so-cial.

Portanto, essa negligência governamental acaba prejudicando grande parte da população, não garantindo seus devidos direito. Com isso, cabe ao Governo Federal juntamente ao Ministério do Esporte ampliar os investimentos em infraestrutura esportiva em áreas de vulnerabilidade social onde existem cidadãos sem muitas o-portunidades, construindo e fazendo a manutenção de espaços adequados, como quadras, campos e centros comunitários acompanhados da contratação de profis-sionais capacitados, promovendo mais inclusão social e o desenvolvimento pes-soal, social e profissional no esporte.