O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 21/04/2025

As olímpiadas de 2024 tiveram a delegação brasileira composta de 153 mulheres, que garantiram 3 medalhas de ouro, sendo elas provenientes de 3 atleta negras. Acerca disso, a superação de problemáticas sociais é atingida por meio do esporte. Contudo, a desigualdade social e o estigma associado aos atletas paraolímpicos são desafios para a inclusão social por meio dos esportes no Brasil.

Nesse sentido, a diferença econômica entre as classes sociais dificulta a participação dos esportes na promoção da equidade social. Mediante esse contexto, o filme “King Richard: Criando Campeãs” demonstra a ascensão de atletas de tênis em meio às dificuldades econômicas. Entretanto, os entraves fornecidos pela miséria tornam a jornada dessas esportistas mais tempestuosa. Em vista disso, a inequidade das condições sociais apresenta-se como um agente, que enfraquece o papel de agregamento comunitário dos esportes.

Em segunda análise, o estigma associado aos paratletas prejudica sua inserção social. Sobre esse viés, em 1936 Jesse Owens, jovem negro dos Estados Unidos ganhou sua terceira medalha de ouro durante a propagação da propaganda nazista que pregava a superioridade racial ariana. Em relação a isso esse marco histórico foi fundamental para vencer o preconceito imposto pela ditadura de Adolf Hitler. Similarmente, a discriminação da sociedade em relação aos atletas portadores de deficiência cerceia sua integração na sociedade.

Portanto, para combater os desafios para a inclusão social por meio dos esportes no Brasil, é fundamental que o Ministério do Esporte invista na instalação de instituições esportivas em comunidades carentes, a fim de permitir a integração dos indivíduos mais vulneráveis, afinal, essas pessoas são alheias à capacidade de ascensão social dos esportes. Além disso, o Ministério da Justiça deve punir aqueles que descriminarem os atletas deficientes, por meio de investigações bem estruturadas e julgamentos adequados.