O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 25/09/2021

Na série “Elite”, a personagem Marina é portadora do HIV, ao longo da série, a sua condição molda a visão dos outros sobre a sua vida e o tratamento dos seus pais em relação a ela. No entanto, a ficção não é diferente da realidade, uma vez que diversos indivíduos sofrem preconceito por causa do vírus. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de medidas do Governo, mas também a ausência de investimento na educação.

Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para o combate do estigma associado ao HIV. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar os direitos da população, eliminar condições de desigualdade, e assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Segundo pesquisas do G1,  53% dos indivíduos portadores do vírus já sofreram algum tipo de preconceito.

Além disso, a falta de investimento na educação também pode ser apontada como promotora do problema. Muitos indivíduos não têm o conhecimento adequado relacionado ao vírus pois o debate sobre educação sexual ainda é considerado um “tabu” na sociedade. Consequentemente, a ignorância da população afeta a vida dos portadores e aumenta o preconceito relacionado a doença.

Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para diminuir o estigma associado ao vírus. É necessário que o Governo invista nas escolas por meio de debates sobre educação sexual com o objetivo de diminuir o preconceito relacionado aos portadores da doença. Além disso, Empresas midiáticas devem fazer propagandas através da televisão com o intuito de mostrar as formas de transmissão do HIV e como se previnir durante a relação, visando uma realidade diferente abordada na série “Elite”.