O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2021
A década de 80 foi marcada pela descoberta mundial do vírus HIV, causador da Aids e, por falta de conhecimento e informações verídicas, muitas pessoas foram vítimas da doença, até artistas famosos, como o jovem cantor Cazuza. Hodiernamente, a doença foi controlada, mas o preconceito e a falta de entendimento da sociedade verde-amarela tornam a vida das pessoas soropositivas muito mais difícil do que já é.
Diante desse cenário, é preciso lembrar da fala do físico Albert Einstein, que disse que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Isso ocorre pois, apesar de tantos meios de comunicação, muitas pessoas ainda não sabem que a doença não é transmitida por contatos superficiais, como beijos e abraços e sim por fluidos corporais, difusões de sangue, relação sexual sem preservativo, da mãe para o bebê na placenta ou pela amamentação, e por isso, são preconceituosas e antipáticas com pessoas contaminadas.
Além disso, é visível que o apoio social e familiar é imprescindível para que as pessoas soropositivas continuem a lutar pela vida e superação da doença. De acordo com dados da Agência Brasil, 8 em cada 10 pessoas com o vírus HIV, têm dificuldade em revelar que vivem com o vírus causador da Aids. Bem como, ficam com vergonha e não buscam os próprios medicamentos no SUS que ajudam no controle da doença. Posto isso, fica claro que além de afetar o psicológico dos soropositivos, o preconceito dificulta até a recuperação da saúde corporal deles.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a mídia, promover palestras e estratégias com a informação correta sobre o vírus HIV e a transmissão da Aids. Isso pode ser feito por meio de panfletos ,cartazes e publicações nas redes sociais, para que as pessoas fiquem cientes e apoiem quem é soropositivo. Dessa forma, o preconceito será excluído e as pessoas contaminadas não serão lembradas a todo momento da chaga que é viver com o vírus HIV. Somente assim, o HIV não será mais um estigma no Brasil.